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Dobra a inadimplência com a mensalidade escolar no país

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A economia está devagar, o emprego, fraco, e tem muito pai com filho em escola particular que agora está com dificuldades para pagar a mensalidade. Um levantamento do Serviço de Proteção ao Crédito alerta: dobrou o número de famílias que não conseguem manter o pagamento em dia.

A doméstica Monique Santos anda preocupada com o futuro dos dois filhos, de 10 e 11 anos, que estudam em um colégio particular na Baixada Fluminense. Ela e o ex-marido dividem as despesas com as mensalidades. São R$ 500 por mês.Monique já sabe que, se o reajuste para 2016 for muito alto, ela terá que buscar outras fontes de renda.

“Eu vou correr atrás de um outro serviço, ficar em duas jornadas para eu conseguir manter isso, porque eu quero um futuro melhor para eles”, diz.

Mas se isso não for suficiente, Monique diz que eles vão ter que ir para a escola pública. Ela luta para manter a qualidade do ensino dos filhos e, ao mesmo tempo, evitar a inadimplência, um drama vivido por milhares de pais pelo Brasil.

De acordo com o Serviço de Proteção ao Crédito, SPC Brasil, a inadimplência no pagamento de mensalidades de faculdades e colégios chegou a 19% este ano no país. Mais que dobrou, em relação aos 8% do ano passado.

Uma escola na Zona Norte do Rio chegou a ter uma inadimplência acumulada de aproximadamente 8% em 2014. Este ano, em uma assembleia que reuniu pais, professores, funcionários e a direção, ficou decidido que no ano que vem não vai ter reajuste na mensalidade.

“Evidentemente, não reajustar a mensalidade em um momento de crise é confortável para as famílias, é confortável para a captação de novos alunos e exigirá, com certeza, uma gestão muito cuidadosa”, pondera o diretor Aristeo Leite Filho.

Dona Genésia faz parte da comissão de planejamento da escola responsável pela proposta do reajuste zero. Ela ajuda a pagar a mensalidade de dois netos e diz que a decisão garante a permanência de alunos.

“Logicamente preservando, isso é muito importante, o projeto pedagógico da escola, a qualidade do ensino, isso para nós é fundamental”, diz.

Mesmo com mensalidades em atraso, alunos não podem ser impedidos de frequentar as aulas.

“A criança não é penalizada, aquele que recebe o serviço educacional não é penalizado, o que acontece é que, no término do período do contrato, se não há um resgate da inadimplência, a matrícula para o período seguinte é negada”, explica Amábile Pacios, da Federação Nacional das Escolas Particulares.

A entidade ainda está calculando o índice de reajuste para o ano que vem. Para quem tem dívidas, a primeira opção é negociar diretamente com o colégio.

“A gente sabe da angústia do pai que está inadimplente com a escola, que a educação é o maior bem, portanto, o que a gente indica é que, de fato, os pais busquem o gestor para fazer a negociação melhor para o gestor e para os pais”, aconselha Amábile Pacios.


Fonte: G1.com

 

Publicada em: 11/09/2015 10:52

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